quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ATÉ QUE A MORTE VOS SEPARE ?

Lute pelo teu casamento agora, hoje, todos os dias. Invista nele mesmo que esteja bem.Lutar depois que tudo estiver destruído pode ser tarde demais ou no mínimo desgastante e com resultados vagarosos, quase eternos. Como bom jardineiro, mesmo que perfeito revise, conserve, limpe, adube, regue cultive, plante novas flores! Vc já desejou bom dia para ele(a) hoje? Aquele batom nos lábios dura o dia todo? Já expressou seu amor de alguma maneira? Qdo foi a ultima vez que levou café da manhã na cama para seu cônjuge? Aquele bilhetinho no bolço do terno ou na gaveta de roupas íntimas ainda são parte da tua criatividade? Qdo te assentas aqui para navegar internet vc pensa nele(a) com ternura com respeito ? Qdo visitas a página do seu cônjuge qual é o motivo? E qdo vc sai da página virtual do seu companheiro(a), que marca vc deixa lá? Ainda tens inspirações para criar poesias, poemas de amor, ou oque é melhor ainda, descrever com suas palavras e com muito da sua personalidade o qto essa pessoa é importante para vc? No dia a dia vc prioriza a companhia da pessoa amada, ou a TV é o subterfúgio mais prático para mesmo que seja em silêncio mantê-los perto um do outro? Um dia o Espírito Santo me repreendeu a sós. Então fui exercitar o que Ele me disciplinou. Preparei um modesto, porém, caprichado almoço. Escolhi porcelanas, ao invés de panelas no fogão decorei a salada e postei copos especiais ao invés dos copos utilitários de massa de tomate. Qdo meus filhos chegaram do colégio a reação deles me fez chorar convencida da minha negligencia! “Mãe que cheirinho bom!!!” “Mãe, quem vai vir almoçar com a gente hoje?” “Que mesa mais linda!” Louças que normalmente nossos filhos não tocam. E se tentarem, são repreendidos com a advertência que serão punidos por qlqr dano a tão estimada porcelana. Qdo visitantes nem sempre amigos se assentam à nossa mesa qlqr criança ou adulto que acidentalmente quebrar tal relíquia, recebe o conforto das seguintes palavras: “Não foi nada fulano...louça a gente compra outra, o importante é nossa amizade!” E tudo isso é dito e executado diante dos filhos e até do esposo(a) cuja única cortesia cotidiana está na frase áspera do anúncio: “Almoço tá pronto , quem quiser que vá pro fogão!” Vamos rever isso hoje? Confisque seu celular feche qlqr caminho ou atalho que o desrespeito ou a falta de romantismo estiver tendo acesso...Invista numa rotina nova agora... antes que por justificativa culposa vc escolha aquela frase final do ”Não adianta mais lutar pelo meu casamento, não vale a pena!” Como digo a tempo : Que a prosperidade seja tua tenda, e o sucesso teu mordomo! Deus te abençoe hoje e sempre! Adriane Monteiro www.adrianemonteiro.com.br

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

RECORDAÇÃO MUITO PESSOAL

Fazenda Rio Grande, 29 de novembro de 2012-11-29 Estava vivendo a fase mais crítica da minha vida e me vi excluída do meio cristão. E a culpa é foi só minha. Colhi nessa época uma colheita maldita de difamação, discriminação, preconceito, deboche, hipocrisia ,fingimento , especulação e sequenciado DESPREZO! Levei um extenso questionário para Jesus ,redigido pelo que sobrou dos meus princípios naquela ocasião. ELE pediu que eu me apresentasse a ELE por sete dias na madrugada, e assim fiz. Na terceira madrugada de olhos fechados na sala da minha casa, senti um cheiro de rocha úmida, aquele cheiro de graminhas presas em pedras e encharcada de agua. Ao abrir os olhos, já familiarizada com essas experiencias , elas ficam só no plano espiritual em forma de visões, experimentei a sensação de um corpo febril . Olhei para baixo e vi meu corpo em forma de pássaro de mais ou menos um metro de altura. No meu suposto peito pele exposta e pouca plumagem. Respiração tremula devido febre e dores muito fortes e eu sentia o cheiro de óleo na pele vermelha e exposta daquele corpo de águia. As asas desse pássaro que me representava estavam amolecidas para baixo com tão poucas plumas que muito se assemelhava ao caozinho poodle qdo descuidado na tosa. E nas garras grandes e curvadas pouco equilibrio para os pés. Tbm o bico com uma das partes descoladas doía muito e não abria mais... Diante de mim a rocha vertia agua e o cheiro de grama freca me encorajava . Havia pouco espaço debaixo dos meus pés, um piso somente circulava a montanha onde eu estava, mas não havia distancia lateral, então eu não podia me virar...Qdo me preparei para roçar com força o bico de águia na rocha...fui devolvida à minha lucidez na sala da minha casa. E a voz do Senhor Deus me dizia ; “Mesmo assim não dispenso vc. Trabalhe no espaço que vc tem e não reclame as alturas pq como vc viu vc é incapaz de voar agora...” Os meses se passaram e minha agonia voltou com o tempo e minha natureza exigia novidades do mundo espiritual. Qdo fui surpiendida na oração pelo mesmo cheiro, rocha úmida e vento cortante.Qdo abri os olhos me vi no mesmo pássaro. No peito forte havia farta plumagem branquíssima que tremulava com o vento. E as asas dobradas atrás de mim eram tão fortes que me davam a mesma sensação do cruzar os braços com força. Senti a presença de Deus diante daquela águia e num movimento bem hábil me virei de frente para o abismo sem abrir as asas de aguia. Com olhar cumplice esperei o sinal amoroso do Senhor Deus que fazia suspense numa comunicação de puro amor e muito carinho. Qdo ELE acentiu com a cabeça enchi os pulmoes de ar e com muita força estendi duas enormes asas com farta plumagem de um branco puríssimo. Qdo curvei minha cabeça com bico afiado vi minhas garras tbm agudas e firmes. Consultei novamente o Senhor Deus para saltar da montanha num vôo razante, mas ELE me surpriendeu com voz suave e de amor indescritível... ” Vamos fazer um vôo experimental?” Me preparei novamente para saltar , mas ELE me disse; “ Não esse vôo eu farei com vc” e soprou..........o sopro forte batia debaixo do meu peito e me equilibrava nos ares enqto ELE me dizia “ Se solte deixa EU te guiar “ Tive a sensação de uma criança na picina qdo o adulto faz movimentos embaixo da agua e aquele monturu de água que sobe embolada para a superficie.Essa era a sensação que tinha do sopro DELE no peito. E de asas abertas corpo solto flutuei enqto me recuperava da visão ajoelhada no chao da minha casa ouvi o Senhor Deus me dizendo “ Tu és minha águia e por esses dias te devolvo nos ares...” Então voltei a viajar pregando a palavra de Deus outra vez! “Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como a planta nova”. (Jô 14:7-9) Adriane Monteiro

quinta-feira, 22 de março de 2012

ALFARROBA NADA...TEM PÃO LÁ EM CASA!

 Com o senso de humor de quem passou maus bocados como pródiga mas hoje feliz em torno da mesa do PAI. _ Ôh seu moço, quanto custa essa carne seca? _ Sete cruzeiros. _Ih moço , tenho não.E a sardinha? _Quatro cruzeirose noventa centavos. _ Tenho não seu moço. _Mas afinal quanto de dinheiro você tem? _Quatro cruzeiro e muita fome. _ Vai procurar um trabalho uai. _ Onde? Aqui ninguem me conhece.O senhor por acaso teria um trabalho pra mim? _Sei não.Oque você sabe fazer? Sabe vender? _ Sei lidá cos animar.Lidá cos bichos é comigo memo. _Nossa prosa ta se incumpridando e eu tenho muito afazer.Vá andando vá.Não to com farta de pião.Pião tenho até demais. _Tá certo. Vo procurá um riacho q to feito porco de sujeira. _Porco? É to mesmo precisando de um pião pra cuidá nos porco, demiti um rapazinho q nao tinha cuidade nem com ele como ia cuidar dos meus porcos? _ O senhor demitiu ele? _Demiti que eu lá quero porco cuidando de porco? _Se eu me ajeitá o senhor me dá uma chanse? _Se merecer... _Até mais vê. _Vai lá e volta pra eu te ver, que fechando a banca você vem comigo. Meses depois.... _Ô lustrosa, ocê come demais, deixa um pouquinho pros filhotes.E ocê lupão já comeu e chefe que é chefe dá prioridade pros menorzimque tipo de porco é ocê? "Humm...té que tão mesmo apetitosa essas alfarrobas.Com uma refeição só por dia ando até pensando em disputá cocês essa sopa.Se eu não tivesse tão longe de casa...sem dinheiro....sem direito de dá as cara por lá...Té que um jantarzinho na casa do meu pai nao era má idéia...Ou sem que ele soubesse me conformava de comer no meio dos pião da casa dele.Tanta fartura por lá e eu aqui cobiçando coxo de porco...

terça-feira, 13 de março de 2012

MEU VIZINHO...

 Isso se deu em 2007, quando eu voltava do trabalho, sentada no lugar que me apareceu por sorte num ônibus lotado. Eu o vi entrar, bochechas rechonchudas, gordalhucho, pele morena, cabelos e barbas brancos. Ele ainda reside em minha cidade e de vez em quando o vejo por aí, hora sério hora risonho , mas sempre balbuciando alguma coisa. Nesse dia ele entrou no mesmo ônibus e ouvíamos todos,oque esse senhor discursava, num fôlego só. E depois de algum tempo resolvi tomar nota ali mesmo do ele dizia. E o texto era exatamente assim: - "O sinhô num leva a mar deu priguntá,mas, é o sinhô que é o guarda do banco Itaú?"- indagou de um passageiro em pé do seu lado.Cuja resposta foi apenas um meneio negativo de cabeça seguido de um ligeiro sorriso.Ele prosseguiu dirigindo suas palavras para todos aleatoriamente - "Nóis tá vivendo numa guerra fria, ninguém percisa sê rico, mais um qué sê mais rico di que o otro.Pra quê panela bunita se vive vazia... E o povo nem planta mais? Na fazenda num quizerum mandá ieu embora,mas eu iscuitei os patrão falá, que iam vendê tudo pra módi transformá em sal.Vim me imbora pra Curitiba, passemo inté fome...Por lá num fiquei devendo nenhum vintém.Bom é quem pódi vortá lá.... Agente nasce e não precisa di tê medo di falecê,tem que ter medo é di fazêo mal.Se memandarem pro cemitério eu num acho ruim não, que nessa vida eu num devo nada pra seu ninguem. Uma vez quiseram me por na cadeia, mais a dispois me levaram pra o hospitar.Maquele tempo era pago e uma japonesa eu falei prela.;"To aqui cumprindo minha cina.Mão posso morrê agora não e dá meu lugar pra otro." A gente é mais vivo a dispois que morre.Quando eu f^se pudé vorto, pra módi ajudá quem precisa. Meus pecado num conto pra padre nenhum.São tudo pecadô quiném eu. Cê conhece aquele rapaz que me deu aquela camisa dez? Vortei lá pra devorvê.Se num posso dá nada prele em troca num quero a camisa não. O Jaime Lerner se quisé falá cum ele não precisa fechá a BR." Depois virou pra mim e respondeu minha única e débil pergunta: "Meu nome menina? O padre negô, mas meu pai disse que é José Canazão.Mas pra mim, meu nome é minha cara, minha cara é minha vergonha e minha vergonha é mió que dinheiro." Esse relato foi escrito por mim com misericordiosa ternura de alma do dia 03/03/2007 no interior de um ônibus endereçado ao bairro Nações em Fazenda Rio Grande-PR