terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

LEMBRANÇAS de um mar chamado ESQUECIMENTO




CURITIBA 25/02/2010


Queria ter sido mais sábia. Gostaria de não ter me ferido tanto,nem ferido pessoas, nem cometido nenhum erro. Desejei muito só acertar nas minhas escolhas. Sonhei com vitórias sem marcas nem cicatrizes. Mas a vida é um campo de batalhas!
E eu fui tola sim... Feri-me e feri pessoas mesmo não querendo... Errei nas minhas escolhas sem calcular resultados. Esqueci de focalizar a realidade e guerrear mais!
Resisti meu orgulho o quanto pude, até ser vencida pela dor ...
Prostrei-me covardemente em meio ao campo minado, buscando o favor da morte, jogando para esta, a responsabilidade de findar a voz exigente dos meus princípios e culpas!
Os estopins de granadas e estrondos de bombas foram ignorados enquanto meu olhar amolecido como meu corpo, minha alma, convidavam meu espírito para silenciar de uma vez os zunidos da guerra.
O cenário logo,já não tinha surtia efeito sonoro sobre mim, porque em lugar da realidade eu já vivia mais uma das minhas ficções mentais... O silencio da minha fuga!
Precisava fugir... Esconder-me...
Faltava pouco só tinha uns restos de panorama em movimento diante de mim, mas isso logo ia ser apagado eu sabia que o favor de um projétil logo ia me premear com acalentadora MORTE!
Esperei... Esperei... Esperei... Desejando com tanta força que me convenci do sucesso do meu afã. Assim me inclinei sobre o solo onde estava sentada e debruçada na poeira e destroços, desmaiei.
Uma brisa me despertou. Meus lábios estavam ressecados o sol alto. A boca estava seca a garganta sedenta. Meus olhos frágeis semicerrados estavam protegidos da alta claridade, pela silhueta de um personagem.
Enfraquecida fui me reportando para a realidade do cenário de vagar...
Era o mesmo campo de batalhas que desprezei, por não sei quanto tempo, escondida dentro de mim em algum lugar.
Mas como não havia notado antes?
Diante do cenário devastador,porém agora silencioso pelo fim da guerra, estava o mar imenso um oceano em calmaria.
A brisa me confortava com o cheiro das águas...
O personagem esperava paciente me protegendo dos raios do sol com sua presença. Parecia não ter pressa. Emitia ternura no olhar, seu sorriso parecia responder meu constrangimento. Por estar tanto tempo, (involuntariamente) ignorando-o.
Assim que reuni forças para dirigir meu olhar de atenção a Ele, estava ainda preparando uma frase inicial quando Ele assumiu o governo dos meus sentidos escolhendo falar comigo dentro de mim mesma.
Falou por horas...
Sua fala me convencia, respondia explicava antes mesmo que eu pudesse elaborar qualquer pergunta.
Que fascinante!Que confortável! Que comovente. Ele me compreendia com se fosse meu criador...
Criador?
Silencio,...
Ele viu. Assistiu esse meu pensamento. Parecia me dar privacidade para amadurecer a indagação. Pelo que indaguei outra vez:
- Criador? O Senhor é o meu criador?
Sorrindo Ele respondeu: ”Sou teu Criador... ; o Senhor dos exércitos é meu nome; o santo de Israel o teu Redentor. Não temas porque não serás mais envergonhada. Eu te chamo como uma mulher triste de espírito;Por um pequeno momento te deixei,mas com misericórdia te recolherei “(Isaías 54. 5, 4, 6 e 7.).Atrás de ti está o campo de batalhas silenciado por mim. O mar atrás de mim, é o mar chamado “mar do esquecimento” Onde lanço hoje ...para as minhas costas todos os teus pecados e deles já não me lembro mais!”(Isaías 43.25, Jeremias 31.34 Isaías 38. 17) E amorosamente abraçou a minha alma me fazendo entender que tudo que me importava ver, não era o campo atrás de mim, nem o mar a minha frente. Mas para Jesus ali diante de mim!

ADRIANE MONTEIRO