sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

SARCÓFAGO EM SARDES



“Tens nome que estás vivo, mas estás morto.”
Aproprio-me da analogia da mumificação para ilustrar a falsa maquiagem sobre os mortos entre nós tidos por vivos.
Vivem de mitos e crendices, superstições vãs extraídas da própria opinião, dispensando a consulta saudável da bússola da verdade; a Bíblia Sagrada!
Longe vão focados nos próprios conselhos e opiniões, confortávelmente acomodados nas almofadas luxuosas do “eu penso assim”, vão se afastando dia-a-dia da pura verdade da palavra de Deus, chamando a voz conselheira do Espírito Santo de voz de doutrina e conceito humanos. Agridem assim seus princípios e passam a permitir o cruel processo da mumificação.
Nesse processo literal de cultura egípcia, é removido o cérebro e também os demais órgãos tido por principais do corpo humano na lacuna é posto sal e num aguardo de 70 dias observa-se a escoação de todo o líquido do corpo humano.Após preencher as lacunas com sal e perfumarias é enfaixado o esquife e posto num sarcófago para conservação do corpo na espera do regresso do Ka, o espírito do embalsamado.
Esse mito é associado a muitas atitudes que dora avante proferirei como exemplos.
Pessoas adoentadas no espírito são trabalhadas por uma máfia de embalsamadores no templo. São pessoas infiltradas com mentiras na conduta e resultados práticos de boa regra, apresentam frutos temporãos e sem sabor, apetitosos apenas no visual. Aptas a apontar os obstáculos que nos é imposto a transpor, peritas em desanimar-nos medindo a distancia entre nós e nosso alvo, quando na verdade o caminho e a porta é Cristo o que decide quantas milhas ainda temos que palmilhar, nos munindo de forças suficientes para cada jornada.
Trabalham assim o sentimento, escoando a gratidão e a esperança. Como cirúrgicos vão removendo órgãos importantes do organismo da igreja. Apelando para a incredulidade e para o desanimo. Em seguida trazem para o lugar sal cauterizador de consciência, também perfumarias para maquiar a aparência cristã. Afinal a idéia diabólica não é transfigurar a múmia mas, adorná-la e eternizá-la, numa promessa mentirosa de devolução das emoções, do espírito ou Ka (como chama-se no grego o espírito que espera voltar ao corpo mumificado).
Uma vez mumificado pelo formalismo e pela heresia o apóstata é sarcófagonizado, concluindo assim o ritual do assassinato espiritual em nossas igrejas.
Lastimo reconhecer entre nossos templos pessoas que, ou por crescerem demais no conceito popular ou por abandonarem a diária leitura da Bíblia Sagrada, se tornaram em seu próprio entendimento acima da verdade e passaram a praticar a elaboração de novas leis e regras de fé. Criando para si e para seus “seguidores” atalhos perigosíssimos que desviam do verdadeiro caminho os pés de quem poderia ser salvo com a simples e pura verdade das Escrituras Sagradas.
Mas a quinta carta às igreja da Ásia escreve: “ Eu sei as tuas obras que dizes estar vivo mas estás morto.
Os olhos como laser do Espírito Santo não ignorarão as múmias entre nós, e como já ocorrido Deus procura Ezequiel para que com ousadia profetize sobre o vale de ossos sequíssimos!

ADRIANE MONTEIRO 18, DE DEZEMBRO DE 2009. SOROCABA-SP