quarta-feira, 28 de outubro de 2009

UMA DESCIDA À OLARIA...




UMA DESCIDA À OLARIA

• “Como vasos na mão do oleiro assim são-vos na minha mão oh casa de Israel”
• Quando cumprimentei o oleiro ele já deduziu minha intenção, eu estava acompanhada por um casal de pastores e meus trajes me denunciavam como cristã evangélica. Sorri para o oleiro e assim que este se propôs a me satisfazer as curiosidades me dedicou à investigação da confecção do vaso de barro.

• Desprezei na entrada o amontoado de argila que escoava água, ela tinha um visual nada uniforme com uma coloração sombria entre preto e branco acinzentado. Talvez por causa da água que por meses eliminava, a argila fica do lado de fora da olaria. Passei por cima daquele cenário lamacento sobre tábuas e me erigi satisfeita em postura observadora dentro da olaria fascinada com as prateleiras ostentando não poucos vasos das mais variadas formas e tamanho. Não desviaria tão cedo o olhar daquele panorama não fosse à voz gentil do oleiro a nos perguntar se gostaríamos de assistir a confecção de um vaso imediatamente.


• Seguimos os passos do oleiro em meu rosto um riso preso em fascínio. O oleiro simploriamente vestido cingido de avental apanha uma pá e se dirige para fora onde está a matéria prima para seu trabalho, com bastante esforço carrega sua pá e leva nela mesma a argila para um funil de porte grande,encaixado num cano posto da ,que aqui no Brasil numeramos como cano de cem.Este na vertical se encaixava por sua vez numa curva que ligada a outro cano de cem posto na forma horizontal .Dentro do primeiro cano uma hélice em aspiral motorizada tritura o barro lançado da pá. Função da hélice diminuir os resíduos e homogeneizar a argila para o trabalho. O cano na horizontal por sua vez lança o cone de barro numas carretilhas corrediças oferecendo ao oleiro o barro para análise.


• Enquanto acreditávamos que o oleiro levaria dali a argila para a mesa de trabalho apreensiva observei-o levar barro para a prensa, o que acudi com minha óbvia indagação. Quis saber por que ele achava necessário recolocar o barro na prensa, oleiro sorriu sereno e concordou comigo que “aparentemente” o barro não exige tal processo, porém abrindo o cone quebrando facilmente com as mãos me fez comprovar que por dentro a argila ainda esfarelava e a homogeneidade só consistia nas margens do cone. Admitido o procedimento vimos o cone de barro sofrer inúmeras vezes o tratamento da hélice trituradora até que estivesse completamente maleável a fabricação do vaso.


• Satisfeito com o resultado o oleiro com alegria leva o barro tratado para a mesa principal da olaria. Mesa rude seus utensílios; rodas de madeira e uma lasca de cano com uma ponta útil e um recipiente grande que continha uns seis litros de água. No centro dessa mesa um orifício com um cabo de vassoura embutido cabo esse com sua base no eixo de uma roda de bicicleta. Essa roda ligada a um motor pequeno girava rapidamente interrompida apenas por um pedal também improvisado de madeira. Já a outra ponta do cabo rente à mesa encaixava-se a uma roda de madeira que girava com a velocidade que o pedal permitisse. Sobre essa roda de madeira uma pequena parte de argila era acertada para base de outra que receberia a porção total exigida na confecção do vaso, sendo por isso possível remover sem tocar no vaso a segunda roda de madeira posta sobre a definitiva roda integrante da mesa.


• O barro é sovado e arremessado à mesa com um pouco de força e em seguida posto sobre a roda compactada. O motorzinho ao pé do oleiro é ligado por um interruptor na lateral da mesa e a obra começa. O barro obedece às mãos habilidosas do oleiro enquanto gira e a mãos do oleiro vai formando sem pressa e repetidas vezes um cone que perdendo a cor acinzentada de origem com o manipular das habilidosas mãos ganha uma cor caramelo.


• O oleiro se concentra na obra alternando a mão que leva frequentemente ao recipiente de água. A água impede o acúmulo de barro na palma das mãos e possibilita a percepção de impurezas na argila. Por várias vezes o oleiro pára sua obra para extrair, com a lasca de cano do barro trabalhado; pedrinhas, pedacinhos de madeira e até coquinhos. Numa das vezes o oleiro julgou necessário desligar o motor que girava as rodas porque o processo ia ser demorado e a extração de uma pedra significativamente grande deveria receber na mesma cavidade igual porção de barro para que no processo posterior não levasse a perder todo o trabalho.


• A obra é concluída e a perfeição aplaudida. O oleiro cuidadosamente retira da base à primeira roda e leva com o vaso recém formado para uma das muitas prateleiras da olaria. Este, porém ele colocou em alta prateleira para evitar acidentes com a obra ainda amolecida.


• O processo seguinte seria esperar secar naturalmente o vaso de barro a seguir ele dispensa o favor da roda de madeira já se pode transportá-lo sozinho para a fornalha onde a madeira em junção só encarvoaria o barro tão cuidadosamente trabalhado.


• A fornalha feita de tijolos, com piso vazado, sobre um túnel, consiste em duas partes divididas de forma desigual. A primeira repleta de madeiras lenhadas para fogo até o teto dividido por uma mureta que por sua vez só cobria de modo a proteger do fogo os vasos cuidadosamente depositados a partir dali na segunda parte um pouco maior dessa fornalha.

• O fogo acende na primeira parte da fornalha e por três dias inteiros arde em tempo seguindo um curso rotatório por cima da mureta seguindo acima dos vasos e sem opção desce pelo túnel voltando a circular os vasos por cima e por baixo.
• A ordem desses vasos assegura a permanência deles na mesma posição até que a fornalha esfrie. Para ser isso possível os vasos são colocados um do lado do outro com precisão e para apoio muitos vasos grandes recebiam o favor dos pequenos para que no calor do fogo não tombassem.


• A fornalha fria é aberta e os vasos removidos para um lugar onde possa ser revelado o brilho contido sob a densa poeira, acumulada pela purificação. Uma lixa executa o trabalho do verniz. Em seguida eles são levados a exposição e adquiridos por bom preço.


• Resta o trabalho final de limpeza no interior da olaria e a ordem é zelada para transitá-lo; clientes, funcionários bem como o gentil e cuidadoso oleiro. Vassouras e pás sacos de cacos e algum lixo são recolhidos até mesmo vasos quase inteiro observei um vaso recortado em forma circular perto da borda, causando lamentável expressão em quem visse pelo que questionei junto ao oleiro o porquê tão bela obra se partiu. Este vaso ficou da remeça anterior e sofreu esse trágico acidente dentro da fornalha já na faze final, por exigência do cliente que demasiadamente apressou o pedido levando assim o oleiro a se preocupar menos com as pedrinhas no trabalho da massagem do barro sobre as rodas. Aquele vaso sofreu o descuido de um pequenino coco que no calor da fornalha acendeu dentro da argila ardendo em chamas e dando espaço para bolha de ar nas paredes do vaso esse espaço vazio com apenas ar provoca o efeito bombástico no vaso seguindo a linha da arte naquele caso circular e rompendo assim tão bela obra. Subentendi que se faz necessário parar o motorzinho para a remoção de resíduos e preencher o espaço vazio de argila evitando assim o acúmulo de ar, que ocasiona danos posteriores invalidando o vaso. A menos que com alguma massa plástica seja tal peça remendada e com alguma decoração e arranjos sirva tão somente de adorno ignorando qualquer atividade.


• Foi me oferecida à oportunidade de confeccionar um vaso o que aceitei prontamente. Tão logo me assentei à mesa minha saia de seda discordou com o cenário e bem logo ficou enlameada. Também não obtive disposição para tantas vezes que necessárias molhar as mãos o que acumulou muita massa argilosa que desmerecia toda e qualquer impureza no barro trabalhado. Quando fui advertida pelo oleiro acerca dessa necessidade sem habilidade acumulei muita água no interior do vaso que não acompanhou meus movimentos e foi alargando as bordas. Cumpri mi com as duas mãos as bordas não sabendo equilibrar o movimento das rodas com o movimento das mãos e quando assim fiz minha obra estourou na base enlameando; minha a mesa, minha roupa, o oleiro e o oleiro, me deixando embaraçada com minha pouca competência para tal exercício. Rimos todos e concluímos que melhores mãos que as do oleiro para tal obra não há.
• Caiamos nas mãos do “Oleiro” porque muitas são as suas misericórdias,mas nas mãos dos homens não caiamos nós! II Sm 24:14

sábado, 24 de outubro de 2009

UM SENTIMENTO CHAMADO GRATIDÃO




. NAS RUAS ESTREITAS DE SUA CIDADE,OS FEIRANTES EMPOLVOROSOS ANUNCIAM, GRITAM TENTANDO CHAMAR A ATENÇÃO DOS TRANSEUNTES, ALHEIOS AS SUAS NESSECIDADES. ENTRE ESTES, UM JOVEM SEM PRESSA OBSERVA TUDO; MAIS UMA VEZ.
NÃO SENTIA MAIS CONTENTAMENTO E ATRAÇÃO POR PEÇA ALGUMA ARTEZANAL, OU APRESSO PELOS ALIMENTOS TÍPICOS DA REGIÃO, OU AINDA ADIMIRAÇÃO PELOS ACESSÓRIOS DE ADORNOS VESTUÁRIOS.
MESMO ENTEDIADO, CAMINHA, BUSCANDO O INESPERADO. ALGO QUE INCONCIENTE SUA ALMA DESJA RESGATAR, UM SENTIMENTO CHAMADO “GRATIDÃO”.
O DIA DECLINA E LOGO A NOITE VEM SUBSTITUIR POR UM SILENCIO O BURBURINHO QUE AINDA PREENCHE O AR, DE RISOS, GRITOS, CHOROS DE CRIANÇAS, BALIDOS MÚSICAS E VENTO PALESTINO.
OS PESDOS PORTÕES DA CIDADE SERÃO FECHADOS DENTRO EM POUCO E ELE PRECISA DECIDIR LOGO, OQUE PASSOU O DIA COGITANDO... PORTÕES FECHADOS. PESADOS PORTÕES! DO LADO DE FORA ELE DÁ AS COSTAS PARA A ESFINJE QUE DÁ NOME A CIDADE FORTEMENTE MURADA.
“A BELA JERUSALÉM”
SOLITÁRIO INICIA SUA VIAGEM. PRETENDE CHEGAR LOGO ÀS BAIXAS TERRAS DE JERICÓ. TUDO ESTÁ CORRENDO BEM, ATÉ QUE A MADRUGADA CAI, E DESATENTO, SONOLENTO NOSSO JOVEM É SURPRIENDIDO POR VIOLENTOS ASSALTANTES. SEU CORPO É ABANDONADO COMO MORTO, À BEIRA DO CAMINHO. AGONIZANTE TENTA MOVER OS BRAÇOS OU ABRIR OS OLHOS, MAS NÃO CONCEGUE... OUVE PASSOS LOGO A DOR FICOU DE COMPANHIA, ELES SE VÃO...
ENTRE DELÍRIOS E DESMAIOS VENCE A NOITE, NÃO PODE ABRIR OS OLHOS, SEU CORPO FRACO E COM SÉRIOS HEMATOMAS RECEBE FRACOS RAIOS DE SOL.
ALGUÉM SE APROXIMA... ESPERA... GEME, ANUNCIANDO VIVER. SILENCIO E OS PASSOS SE VÃO, LEVANDO UM SACERDOTE DIVIDIDO ENTRE SI MESMO E O VERDADEIRO MANDAMENTO.
TEMPO DEPOIS OUVE DO CAMINHO ALGUEM SE APROXIMAR CANTAROLANDO, PASSOS, SOMBRA DE ALGUÉM VEM LHE INFORMAR QUE ESTÁ SENDO OBSERVADO, AGORA O CANTICO SE CALA, E OUTRA VEZ O ABANDONOCONHECIA AQUELA VOZ... AQUELE ERA O LEVITA DO CULTO DA NOITE PASSADA. QUANDO JUNTO COM OS ÚLTIMOS PASSOS QUE OUVIU A ESPERANÇA SE DESPEDE...SUA ALMA REVIVE A SEGURANÇA DE SUA CIDADE. FOME, CALOR E SEDE LHE SOBREVÊM. QUIZERA PODER ESTAR LÁ E OLHAR TUDO OUTRA VEZ COM O CORAÇÃO MAIS AGRADECIDO.
SEUS PENSAMENTOS ANGUSTIANTES SÃO INTERROMPOIDOS, POR UM SOTAQUE DIFERENTE. ESSA VOZ DE QUEM SERIA? O ESTRANHO O APANHA NOS BRAÇOS E COM VOZ SUAVE O CONFORTA, ACALMANDO-LHE O CORAÇÃO E AS FERIDAS. SEM QUESTIONAR A ORIGEM DO TAL VIAJANTE NOSSO JOVEM SE ENTREGA AOS CUIDADOS E A CAVALGADURA DE UM SAMARITANO.(LUCAS:10:25-37).
QUANDO A FARTURA DE BENS NOS SÃO SUTILMENTE ESCONDIDOS E O FAVOR PREVISÍVEL SE VAI, É AÍ QUE CHEGA JESUS HIMILDE EM UM JUMENTINHO NOS RENOVANDO A VOZ DA GRATIDÃO. (JO: 12h15min) COMO É LONGANIMO O NOSSO MESTRE!

domingo, 18 de outubro de 2009

ADULTÉRIO !




ADULTÉRIO F.R.G. 06/10/2007


NINGUEM SE ENFERMA DE REPENTE, CONTRAI-SE UM VÍRUS, ADIQUIRE-SE UMA BACTÉRIA, ENFIM, O PROCESSO NÃO É REPENTINO.
PARA QUE A SITUAÇÃO VENHA SE AGRAVAR BASTA UM CENÁRIO DE BEM.
IMAGINO ASSIM, EM BETÂNIA. MARTA, MARIA E LÁZARO EM PERFEITA COMUNHÃO. A MESMA ROTINA, OS MESMOS AFAZERES, AS MESMAS AMIZADES, O MESMO ROL DE AMIGOS...
MAS NAQUELA MANHÃ, A DISPOSIÇAO DE LÁZARO ESTAVA MENOR, A LENTIDÃO EM SEUS MOVIMENTOS APONTAVA PARA UM REPOUSO QUE QDO PRATICADO NÃO SATISFAZIA, E JÁ SENTIA ATRAIDOS AO SEU CORPO UMA SENSAÇÃO DE PROFUNDO DESÂNIMO. REJEITARA O DESJEJUM E AGORA QUE JÁ O DIA AVANÇA SEU CURSO NÃO NUTRE DISPOSIÇÃO PARA PARTICIPAR DO ALMOÇO.UM CALAFRIO DENUNCIA A CHEGADA DA FEBRE,DOR NO CORPO E GARGANTA AMARGA.
ENTÃO É CONHECIDO DE QUEM ESTÁ PERTO QUE LÁZARO ESTÁ ENFERMO. MEDICAMENTOS CASEIROS, CHÁS, E COMPRESSAS FRIAS NA TENTATIVA DE BAIXAR A FEBRE, COMENTÁRIOS E SUGESTÕES DE AMIGOS E VIZINHOS SOMAM NUM ASUNTO GERAL.
LÁZARO SUSSURRA, UMA NECESSIDADE, QUER QUE CHAME JESUS, SEU PEDIDO É ATENDIDO, ALGUÉM SE DIGNA A LEVAR O RECADO DE SUAS IRMÃS ATÉ JESUS.
A ATENÇÃO DE JESUS À REFERIDA MENSAGEM, FOI OCULTA POR UMA ATITUDE PREOCUPANTE.JESUS DEMORA ATENDER O CHAMADO QUATRO DIAS.
ENQUANTO ISSO, LÁZARO LUTA PELA SOBREVIVENCIA, RELUTA CONTRA O MAU QUE LHE ENFERMA O CORPO, E ESPERA ANCIOSO PELA VOLTA DOS MENSAGEIROS COM JESUS, SEU AMIGO.
NÃO SE SABE QTO TEMPO OS MENSAGEIROS LEVAM PARA ENCONTRAR JESUS. O ESTADO DE LÁZARO SE AGRAVA DEPRESSA, A VOZ DÁ LUGAR A FRACOS GEMIDOS, OS SONHOS ABREM ESPAÇOS A LENTAS LEMBRANÇAS DE UM TEMPO DE ALEGRIA E MUITA SAÚDE, ONDE RODEADO DE AMIGOS FALAVA, GESTICULAVA, E PRODUZIA OS SONS E MOVIMENTOS QUE LHE ACOMETECE A VONTADE.
OS OLHOS ANTES ENTRE ABERTOS AGORA SE FECHAM, SÓ A MENTE DIVAGA LIVRE O CORPO RECEBE SEUS ULTIMOS SINAIS VITAIS E A ALMA MURMURA O NOME DO ESPERADO AMIGO JESUS E A SEQUENCIA É O TOQUE TERMINAL DA MORTE.
CHORO. MARTA E MARIA RECEBEM AMIGOS E CURIOSOS PARA VELAREM DE SEU ENTE QUERIDO.
A CULTURA ENSINARA A AMBAS EMBEBER EM NARDO E MIRRA AS FAIXAS QUE ENVOLVERIAM O CORPO INERTE DE LÁZARO. PROPORCIONANDO ASSIM POR MAIS TEMPO A CERIMONIA DE CORPO PRESENTE NAQUELE INTENSO CALOR DA PALESTINA.
PROLONGARAM O MAXIMO TEMPO QUE PODIAM O CULTO FÚNEBRE NA ESPERA DE JESUS. NAO MAIS SENDO SUPORTÁVEL O MAU CHEIRO SEPULTAM A LÁZARO E ROLAM A PEDRA Á ENTRADA DO SEPULCRO.
NO RETORNO COMENTÁRIOS E OLHARES INFORMAM A INTELIGENTE PERCEPÇÃO DE MARTA E DE MARIA, QUE A AUSENCIA DE JESUS ESTÁ SENDO QUESTIONADA NO REMEDIAR DA SITUAÇÃO.
DANDO POR ENCERRADO O COMPROMISSO DE APOIO BOA PARTE DOS AMIGOS SE VÃO. FICAM EM MINORIA CURIOSOS E POUCOS AMIGOS.
*O SILENCIO É QUEBRADO POR CHORO ALTERNADO DE MARTA OU DE MARIA. NESSE INTERIM OUVE-SE O BURBURINHO DE UMA TURBA. ALGUÉM MENCIONA O NOME DO TÃO ESPERADO JESUS, MARIA SAI DISCRETAMENTE, AO ENCONTRÁ-LO QUESTIONA A DEMORA DO MESTRE. ELE SUGERE QUE ELA BUSQUE MARTA E PARA AMBAS PROMETE REVELAR A GLÓRIA DE DEUS EM FUNÇÃO DA FÉ.
QDO OS QUE ESTAVAM NA CASA PERCEBEM A SAÍDA DAS DUAS IRMÃS CHEGAM JUNTO DELAS A TEMPO DE VIREM E OUVIREM A JESUS PERGUNTANDO PELO LUGAR DO SEPULCRO.
NÃO ESPERAM CONVITE ACOMPANHAM AS IRMÃS E A JESUS ATÉ O LUGAR ONDE O PUSERAM. JESUS INTRIGA A MUITOS COM UM CHORO REPENTINO.
SEQUENTEMENTE COM GRANDE VOZ ECOA O NOME DE LÁZARO SEPULCRO ADENTRO. ESTE SAI PRA FORA COM ESPÍRITO OBEDIENTE.
O ESPANTO É INTERROMPIDO POR UMA ORDEM DE JESUS, DEVERIAM DESATÁ-LO E O DEIXAREM IR.
ESPIRITUALIZANDO A REFERIDA PASSAGEM BÍBLICA, COM A ALMA O PROCESSO EM DADO CASO SE ASSEMELHA.
O CRISTÃOASSÍDUO NA IGREJA QUE LEVA SUA ROTINA JUNTO DE UM ESFORÇO DE MANTER UMA VIDA AUTENTICA E DE PROFUNDA COMUNHAO COM DEUS, É FATADO ÀS VEZES A PASSAR POR TESTES DUROS DE RESISTENCIA.
ALGUNS ABREM MAO DA PERCEVERANÇA E AINDA QUE POR UM INSTANTE, AO ABAIXAR A GUARDA SÃO ACOMETIDOS DE GOLPES NEM SEMPRE PERCEPTÍVEIS DE IMEDIATO CONTINUAM SEU CURSO DE PERSEGUIREM O AUGE DA FÉ E GRANGEAREM FRUTOS QUE APRESENTADOS A DEUS DIARIAMENTE, REPERCUTEM NUM PROFUNDO REGOZIJO COM ELE. MAS DADOS OS DIAS SEGUIDOS A FRAQUEZA VAI SE PROLIFERANDO, E O CULTO DE HOJE É ADIADO PARA AMANHA;O DE AMANHA PODE ESPERAR O ANIMO DE DEPOIS DE AMANHA...
QDO SE PERCEBE JÁ ESTÁ DE CAMA E FEBRIL. E O EFEITO MAIS COMUM É; FALTA DE APETITE PELO ALIMENTO ESPIRITUAL (PALAVRA DE DEUS), ENTÃO O DESÃNIMO SUGERE ENTRETENIMENTOS MAIS CÔMODOS COMO UMA ATIVIDADE OU AÇÃO QUE ALIMENTE A CARNE E NÃO EJXIJA TANTO COMO O PREPARAR DE ALIMENTOS PARA O ESPÍRIO. E PARA QUEM ESCOLHE ALIMENTAR-SE DE JOIO AO INVÉS DE TRIGO, OS SINTOMAS SÃO NÁUSEAS ENJÔOS E VOMITOS E ATÉ MORTE.
ORAR É PENOSO TAL COMO O SUJERIR DE UMA SESSÃO DE GINÁSTICA AO CONVALECENTE. UMA VEZ NÃO ORANDO NEM MEDITANDO NAS ESCRITURAS O ESTADO SÓ AGRAVA-SE. E COMO SUPRACITADO OS OLHOS SE FECHAM E NENHUM PERIGO É NOTÁVEL APRESSANDO ASSIM O ENCONTRO COM A MORTE ESPIRITUAL. AS SÚPLICAS DE UMA ALMA ASSIM SÃO INTERIORMENTE INTENSSAS, CONSTANTES E SINCERAS, MAS, NESSE CASO ISOLADO O SILENCIO E DEMORA DO MESTRE PARECE ASSEMELHAR-SE À PASSAGEM BÍBLICA EM QUESTÃO.
É EXATAMENTE AÍ NESSE PONTO QUE COMEÇA A TRANSPARENCIA DESSE ESTADO CLÍNICO DE ALMA, AOS QUE MAIS DE PERTO O ASSISTE.
TENDO ESSAS DUAS OPÇÕES; MANDAR CHAMAR A JESUS DEPRESSA, OU QUESTIONAR E DUVIDAR DA PRESENÇA DE JESUS NA VIDA DO SUPOSTO LÁZARO.
NOS ULTIMOS MOMENTOS DE VIDA ESPIRITUAL DE ALGUEM ASSIM SOBREVÊ-LHE A MEMÓRIA TODA A VIDA CRISTÃ E CADA CONQUISTA, AVALIA-SE O SEGUIMENTO PÓS MORTE E CADA TRANSTORNO QUE SOFRERÃO OS FAMILIARES, MAS A FRAQUEZA DA CARNE GENERALIZA-SE E O ULTIMO SUSPIRO É DADO.OS CONHECEDORES DO LIVRO SAGRADO E TEMENTES AO TEXTO DE OBADIAS DOZE,PROCURAM RAPIDAMENTE HONRAR A DEUS COM UM ATO DE FÉ. MESMO SABENDO QUE O CALOR DA MURMURAÇÃO VAI VIR NA CONTRA-MÃO DA CONSERVAÇÃO DA ESPERANÇA, PRATICAM AS PRIMEIRAS OBRAS E COM AMOR EMBEBEDAM FAIXAS DE ESPERNÇA EM NARDO E MIRRA DE MUITA ORAÇÃO, SUPLICANDO EM SUAS ALMAS QUE CRISTO CHEGUE A TEMPO DE CONFUNDIR AS CARPIDEIRAS.(MULHERES QUE SEGUNDO A TRDIÇÃO ERAM PROFICIONAIS EM CONTRATOS PARA CHORAREM MORTOS).
O ASSUNTO ENTÃO SAI DO INTERNO E EXTERNADO RESULTA NUMA PESADA PEDRA A ENTRADA DO SEPULCRO.SEPARANDO CRUELMENTE O NOSSO LAZARO DA FAMÍLIA QUERIDA.
O DESPREZO, A DISCRIMINAÇÃO E O PRECONCEITO SÃO OS ÚLTIMOS COMPONENTES DEIXADOS PELA MORTE,NUM INTUITO DE DECOMPOR DE VEZ O CORPO INERTE DO DESAFORTUNADO CRISTAO.O MAU CHEIRO DO PECADO AFUGENTA ATÉ OS QUE LHE SÃO MUI QUERIDOS.REALIDADE DOLOROSA.
ELE É SEPULTADO E DEIXADO EM TUMBA FRIA, ENQTO GRUPOS DE TESTEMUNHAS SE DIVIDEM. UNS VOLTAM EM SILENCIO LIMITANDO-SE APENAS A MENEAR A CABEÇA E BATER NO PEITO , INDAGANDO A ATÉ ENTAO INTERVENSAO DIVINA. OUTROS AINDAPREFEREM FICAR EM PROCIMIDADES DOS PERTENCES DO FALECIDO CRISTAO , SE APROPRIAM DE SUA TÚNICA LANÇAM SORTE PARA OBTE-LA,E COM ELA SE SOBRESSAIREM,OQ É MAIS COMODO QUE FORMAR DESDE A ESCOLHA DA FAZENDA ATÉ O COSTURAR DA TÚNICA.E SE ELE ADIMIRAVELMENTE NÃO POSSUI COSTURA POR SER FRUTO DE UMA DÁDIVAGRATUITA DE DEUS , MELHOR ,MAS TUDO QUE SE ADIQUIRI COM ENGANO SE PERDE.E O DOTE É DE QUEM DE FATO É CONHECIDO DO “REMIDOR”.
HÁ TBM O GRUPO QUE PERCEVERA NA CASA AGUARDANDO A EFICAZ PALAVRA DO MESTRE QUE SEGUNDO SUA FÉ VIRÁ!
QDO A DITA POEIRA SUPOSTAMENTE SE ASSENTA O SILENCIO FAVORECE O AUDIO DE NOVOS SONS.
A CARAVANA QUE VEM EM NOME DO SENHOR,ESSA NÃO VEM COMPOSTA DE HOMENS MAS DE SERES ANGELICAIS QUE LOUVAM E NALTECEM ÀQUELE QUE TEM NAS MAOS A S CHAVES DO INFERNO E DA MORTE,E VEM ATENDER O PEDIDO FEITO EM ORAÇÃO SINCERA DE QUEM CRE PRA VER A E NÃO VE PRA CRE NA “GLÓRIA DE DEUS!
CURIOSO QUE JESUS NÃO ENTRA NA CASA NÃO PROCURA O QUARTO NEM OS PERTENSES DE LÁZARO,OQ TINHA OU FAZIA ERAM COMPONENTES IMPORTANTE E PRIORITÁRIO É A PESSOA DE LÁZARO E NÃO SEU TÍTULO.
ESSE É O MOMENTO SUBLIME EM QUE JESUS ORDENA ,QUE TIREM A PEDRA.QUE SEJA RETIRADO O PESO QUE SEPARA LAZARO DE CASA.ALGUEM ADVERTE,PECIMISTA QUE CHEIRA MAU,JÁ É DE QUATRO DIAS , OU QUEM SABE ESPIRITUALIZANDO, QUE JÁ NÃO É A PRIMEIRA QUEDA,ENTAO O ODOR PODE SER PREJUDICIAL E MELHOR É QUE DEIXEM LÁ AO AANDONO O VIL LÁZARO.
MAS, ELE REAFIRMA A JÁ PROFERIDA ORDEM.E A PEDRA É REMOVIDA.
ALGUEM SE PREVINE CONTRA O MAU CHEIRO TAPANDO O ROSTO E AS NARINAS MAS LÁ BEM NO FUNDO DA TUMBA FRIA SE VE UM VULTO,MAGRO QUEM SABE MARCADO PELA DOR DE OUTRORA CAMINHANDO AINDA COM MUITA DIFICULDADE DEVIDO AS FAIXAS QUE O ENVOLVEM
OS MOVIMENTOS SÃO DESAJEITADOS NO COMEÇO,MAS CORAJOSAMENTE AVANÇA PARA A DIREÇAO DA VOZ DE AUTORIDADE QUE O CHAMOU.É COM ELA O COMPROMIÇO ETERNO!
AO SAIR RECEBE OS PRIMEIROS RAIOS DE SOL E PARA.OUVE A VOZ OUTRA VEZ QUE ORDENA A ALGUEM QUE O LIBERTE DAS FAIXAS. CONHECE O MESTRE AMIGO E SABE QUE ELE NÃO EXIJE NESSE MOMENTO NENHUM ESFORÇO QUE NÃO PERMANECER ALI EM PÉ,PARA A GLÓRIA DO PAI.
ENTAO SE DISPOEM E SENTIR AS MAOS TREMULAS POREM OBEDIENTES DE ALGUEM QUE QUEM SABE ATÉ A CONTRA GOSTO (COMO HAMÃ NO CUMPRIMENTO DA ORDEM DO REI RELACIONADO A MARDOQUEU) LHE VAI DESATANDO UMA A UMA AS FAIXAS.
GOSTO DE PENSAR QUE PRIMEIRO O ROSTO FOI DESCOBERTO DO LENÇO ALI ENVOLTO.E A VIZAO IMEDIATAMENTE LHE É DEVOLVIDA E COM ELA O VISLUMBRE DE PESSOAS QUE ENQTO VIVO ASSISTIU O CRER OU O DUVIDAR DE SUA RESTAURAÇÃO E RESSURREIÇAO.
SEQUENCIADOS SÃO RETIRADAS AS FAIXAS DOS BRAÇOS E É ENTAO QUE QUERENDO A TURBA OU NÃO AS MAOS ESTAO LIVRES PARA A S ATIVIDADES OUTRA VEZ.PERNAS SÃO DESATADAS E ANDAR É POSSÍVEL FIRMEMENTE PARA A DIREÇAO DO MESTRE AMIGO QUE NÃO SE ATRASA NEM SE PERDE EM SEU PROPÓSITO DE GLORIFICAR A DEUS NO MODO PARADOXAL !

terça-feira, 13 de outubro de 2009

DIZEM QUE FAZ MUITO FRIO LÁ FORA....





A temperatura cai, dentro de minha casa recorro ao agasalho que adquiri, o último lançamento na moda atual. Demoro-me na escolha então a vaidade sorri me deixando exausta, porém satisfeita com o reflexo do espelho, afinal eu terei o inverno inteiro para esgotar meu extenso enxoval.
Na aquecida cozinha funcionárias se apressam para nos servir o cardápio de hoje. Na sala a lareira já foi acesa, o jantar deverá ser servido logo. Ao observar o preciso termômetro na estante, vejo que com razão o repórter na tevê treme sob o pesado casaco de peles. a neve já começa a nos oferecer um belíssimo espetáculo. O jantar decorre como o desejado, o bom vinho já nos proporciona a nítida sensação de estarmos envolvidos por um aconchegante cobertor de peles. Um bom filme é apreciado em companhia de amigos. Horas se passam e pela janela se vê a neve atingir-nos apenas com o belo visual, enchendo os olhos.
Fomos deitar mais cedo, haja vista nossa programação matinal de amanhã, escalaremos a montanha além. Meu bebê dorme. Rosada face me furta um beijo suave e um olhar terno. Em seu berçozinho envolto em fartos cobertores dorme seguro junto a nossa cama. Minha alma folga em satisfação, concordo com a sugestão do sono e adormeço como os demais.
Sou despertada, no entanto dessa última alucinação, por um gélido filete de lágrima. Na dura realidade que circula a minha vida a tantos anos nessa calçada, tão próxima da mansão que descrevo. Visualizo minha última lembrança assentada nessa praça, nesse inverno cruel, vejo meu filho cadavérico, agonizando em meus fracos braços congelado. A vida tenta me fazer reagir me trazendo de volta a tempo de recobrar os sentidos e depois perde-los para sempre num duelo finito com a morte.
(segue a morte de ambos)

Pensamento extraído de uma meditação na seguinte referencia: Mt. 25:31-46: “Tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber, sendo estrangeiro, não me reconhecestes; estando nu não me vestistes; e estando enfermo, ou na prisão não me visitastes. Então eles também lhes responderão dizendo: senhor, quando te vimos com fome ou com sede,ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. ”

ADRIANE MONTEIRO, 11/05/2007 – FAZENDA RIO GRANDE – PR