domingo, 19 de julho de 2009

UM VISLUMBRE DO RIO ALÉM ...




Vejo um rio. Ouço suas águas...
Um barco de transparência semelhante ao cristal claro, às margens me espera. Posso vê-lo, não tocá-lo nem ao menos, me aproximar da margem e tocar a proa. Revelações me asseguram emoções inéditas!
Um dia certo e específico me indicará o momento; já fui privilegiada com a “sensação” que terei ao entrar nesse barco com um curioso e único assento. Quando tenho permissão para visualizar este rio, suas margens e meu pequeno, particular barquinho tenho aquela audição privilegiada que me é peculiar quando saio desse mundo natural, de humanos...
Ouço o próprio ar! Que sensação esplêndida de paz! Deus! Não sinto falta da voz humana, nem que alguém explique nada.
Tudo me é esclarecido por meio do meu pensamento ou subconsciente. Sei o lugar que me aguardam surpresas à cada curva, sem nunca ter viajado em suas águas transparentes.
As correntes de águas cantam, como num som de pedrinhas manuseadas no fundo das águas quando mergulhamos. O ritmo é ordeiro e gracioso. É repleto de melodias que dispensam palavras, no entanto me dizem muito, comunicando-se comigo ao som de suas correntes.
Sou amada, felicitada...
Aquele remo é firme ao entrar nas fortes águas, elas, me dizem com suas gotas, melodias sincronizadas com a correnteza, sem palavras sei conversar com o som que ouço, e ouço o que as águas cantam para mim.
Risos, muitos de minha garganta. Segurança no destino do barco: Uma cidade me espera lá, seus habitantes não se parecem conosco em atitudes, tudo é muito puro, é santo, é firma e sincero.
Um lugar feliz!
Eterno bem me aguarda além desse Rio!
Adriane Monteiro

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